O Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) teve uma importante participação durante a VI edição do Workshop Sindiavipar, evento que reúne os maiores nomes da avicultura paranaense para a realização de palestras, debates e mesas-redondas sobre o tema.

O evento, realizado nos dias 7 e 8 de novembro, em Foz do Iguaçu, contou com mais de 400 participantes de todo o Estado, teve como objetivo reunir pesquisadores, empresas e entidades do agronegócio, para discutir as práticas e tendências do setor, em áreas como genética, nutrição, sanidade animal e sustentabilidade.

O presidente do InPAR, Rommel Barion, realizou um dos discursos de abertura do prestigiado Jantar do Galo, que reúne grandes nomes da avicultura brasileira, no dia 07 de novembro. Além disso, na sexta-feira, dia 08, Barion foi o primeiro palestrante de uma Sala Temática sobre Logística Reversa.

No encontro, ele explicou um pouco sobre a atuação do InPAR para o estímulo à implantação de sistemas de logística reversa de embalagens pós-consumo e no diálogo com o poder público, setor produtivo e consumidor final para o desenvolvimento de ações que diminuam a quantidade de resíduos enviados a aterros e locais que acarretem prejuízos ao meio ambiente.

“Muitos empresários ainda não aplicam a logística reversa por não terem conhecimento sobre a legislação específica do tema que pode, inclusive, penalizar aqueles que não cumprem com as determinações impostas. Por isso, participar de um evento como este é mais uma oportunidade que o Instituto tem para mostrar a sua atuação e conscientizar a classe empresarial do setor avícola sobre  a importância de estar atento à logística reversa”, explica o Presidente do InPAR, Rommel Barion.

Sobre a logística reversa

A logística reversa é a ferramenta da Política Nacional de Resíduos Sólidos, implantada por meio da Lei Federal nº 12.305/2010, que atribui ao setor produtivo a responsabilidade de viabilizar meios que possam garantir que os resíduos gerados no ponto de consumo sejam reaproveitados pela cadeia produtiva. Com isso, a intenção é que haja uma diminuição significativa de materiais destinados aos aterros e também da extração de matéria-prima.

Segundo Barion, apesar da legislação não ser tão nova, a implantação ainda é um desafio – principalmente por conta das adequações necessárias na estrutura que envolve todos os processos.

Para os participantes da sala temática, Barion abordou, especificamente, a questão das embalagens de pós-consumo. Segundo ele, todos os aviários produzem insumos que demandam embalagens especiais para chegarem até o consumidor final.

“É esta embalagem que precisa ser estudada. O InPAR pode ajudar essas empresas, cooperativas, e até mesmo produtores, a pensarem em como planejar uma logística reversa eficiente para estas embalagens”, destaca Barion.

Rosany Borba, por exemplo, é coordenadora do Programa de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu que, recentemente, tem trabalhado para implantar e ampliar a coleta seletiva, operada com a participação de uma cooperativa de coletores de lixo reciclável. Na sala temática, ela procurou entender melhor as atualizações acerca da logística reversa e, também, como o InPAR pode ajudar esse projeto a se tornar mais eficiente.

“Foz do Iguaçu não tinha nenhum sistema de coleta seletiva e isso mudou há cerca de um ano. Desde então, temos enfrentado várias dificuldades, principalmente no que diz respeito à cooperativa, que ainda não consegue vender 100% dos produtos que foram coletados, higienizados, enfardados e colocados para comercialização. Por isso, viemos até o evento para compreender como o Instituto pode nos ajudar a tornar esse projeto mais viável, tanto para a Prefeitura, como também para os cooperados, que sobrevivem a partir da venda dos materiais recicláveis”, pontua Rosany.

Depois da explicação de Rommel Barion, a advogada Rafaela Parra apresentou os aspectos legais acerca da logística reversa, reforçando que a discussão não é nova, mas que os desafios para a aplicação prática da lei são grandes.

“Por isso é tão importante conhecermos o trabalho de entidades como o InPAR, que se dedicam para mudar essa realidade e ajudam cooperativas a se estabelecerem e melhorarem as suas condições de trabalho e, também, torna o tema mais acessível e compreensível aos empresários do Paraná”, pontuou.

Sobre o InPAR

O Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) é uma instituição que tem o propósito de operacionalizar um sistema estadual de logística reversa de embalagens pós-consumo, visando atender às determinações impostas pela legislação paranaense e brasileira. Fundado por seis sindicatos industriais (Sincabima, Sindicarne, Sindiavipar, Sinduscafé, Sinditrigo e Sipcep), com o apoio da Fiep, o Instituto possui 37 associadas de diferentes segmentos da indústria.