Como a união de duas entidades paranaenses pode ajudar a mudar o panorama ambiental no estado

O Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) e o Colégio Sesi se uniram em prol da educação ambiental no Paraná. Os encontros entre membros do Instituto e professores do Colégio foram iniciados em 2018 e tiveram como objetivo a implantação de projetos educativos ambientais na rede.

Como resultado da parceria, surgiram as Oficinas de Aprendizagem, relacionadas à temática dos resíduos sólidos. As oficinas utilizam uma metodologia que leva o professor a atuar como mediador do conhecimento e coloca o aluno como protagonista do processo, com a proposta de promover a educação participativa.

Entre as atividades propostas pelas oficinas, estavam estudos de caso e seis visitas a duas cooperativas de catadores de material reciclável em São José dos Pinhais, a Associação Semente do Amanhã e a Associação Moranguinho.

Para Antônia Alves Cordeiro, da Semente do Amanhã, a sequência de visitas trouxe muitos benefícios para a cooperativa. “Antes de os alunos começarem a vir, a quantidade de resíduos que a gente coletava era bem menor. Agora, com esse trabalho de conscientização, o montante de material aumentou muito e, consequentemente, a nossa remuneração também. E isso não é só nas ruas, tem pessoas que vêm trazer o material direto aqui na cooperativa”, diz Antônia sobre as visitas realizadas pelo Colégio Sesi e por outras instituições de ensino de São José dos Pinhais. Ainda de acordo com ela, a cabeça das pessoas está mudando graças a projetos como esse.

Para Élcio Herbst, consultor técnico do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), ações como essa é que vão mudar o futuro. “Temos que investir no conhecimento desses jovens para que eles possam construir um planeta mais limpo e sustentável. Apresentá-los à realidade das cooperativas faz toda a diferença na forma como eles passarão a lidar com resíduos daqui pra frente, e o impacto disso é enorme”, comenta Élcio.

A última visita, realizada no mês de abril, fechou o ciclo do projeto. Tudo o que foi aprendido e vivenciado durante esses seis encontros servirá de base para o desenvolvimento de projetos que deverão contemplar sugestões de melhorias para a atividade de coleta seletiva e para a logística reversa no estado. Após sua conclusão, os documentos serão apresentados pelos alunos como trabalho final das oficinas de aprendizagem.