A poluição plástica nos mares ao redor do planeta foi o tema escolhido pela ONU para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente em 2018, e desde então os debates acerca do assunto aumentam a cada dia. Um material amplamente utilizado nos mais diversos âmbitos do dia a dia das pessoas, o plástico vem sendo alvo de muitas críticas, mas a questão a ser feita é: será que a culpa é toda dele?

Com o objetivo de ajudar na elucidação das inúmeras dúvidas que vêm surgindo acerca do assunto, o InPAR – Instituto Paranaense de Reciclagem – criou uma lista sobre “mitos e verdades sobre o plástico”.

Mitos e verdades sobre o plástico

  • O plástico de uso único precisa acabar – MITO

O plástico descartável possui inúmeras vantagens e aplicações em nossa sociedade. No setor alimentício, por exemplo, é ele o responsável por manter a integridade e vida útil do produto.

  • Todos os materiais plásticos são tóxicos – MITO

A crença de que os plásticos são materiais tóxicos e que eles fazem mal à saúde das pessoas é mais um dos mitos envolvendo o material. Sendo, em sua maioria, bioquimicamente inerte, o plástico não se deteriora em contato com outras substâncias e ainda garante as condições de higiene e segurança.

  • A durabilidade é o grande problema dos plásticos – MITO

A durabilidade é uma das maiores qualidades dos plásticos. Esta característica permite que o material possa ser utilzado para diversas aplicações, como para-choques de automóveis, estrutura de eletroeletrônicos e tubulações.

  • Os produtos oriundos dos plásticos recicláveis tem baixa qualidade – MITO

Embora o plástico sofra o processo de downcycling (a qualidade do material é diminuída com o processo de reciclagem), a opção pelo uso de plásticos recicláveis não determina, de maneira independente, a qualidade final do produto.

  • Materiais plásticos são os grandes responsáveis pela poluição de oceanos e pela morte de milhares de espécies marinhas em todo o mundo – VERDADE

No entanto, neste caso, é preciso fazer uma observação importante: a culpa não é do plástico em si, e sim da população que o utiliza, de forma indiscriminada, devido ao descarte equivocado do material.

A solução para esse problema, bem como tantos outros envolvendo a questão, é a educação socioambiental. É preciso educar a população para que cada material seja descartado de forma correta, evitando assim tragédias ecológicas como a formação da Ilha do Plástico, localizada no Oceano Pacífico.

*Paulo Quintiliano Moura é Coordenador do Comitê Técnico do InPAR